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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011


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MUNDO

DERRADEIRA HOMENAGEM A DE GAULLE
12 de Novembro


O antigo presidente Charles de Gaulle morre. No seu funeral, a França e o Mundo prestam a derradeira homenagem ao líder da Resistência à ocupação alemã e ao estadista que assumiu os destinos da França após a II Guerra Mundial.

Domingo, 17 de Julho de 2011

O ANO EM QUE EU NASCI


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MUNDO

"SETEMBRO NEGRO"




Violentos confrontos entre refugiados palestinianos e forças militares jordanas terminam com um trágico balanço para os primeiros (6400 mortos e 10 mil feridos). Os jordanos lançam tanques e aviões contra os acampamentos palestinianos, numa operação conhecida como "Setembro negro". Um encontro no Cairo entre Yasser Arafat, líder da OLP e, o rei Hussein da Jordânia põe termo aos confrontos.

Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

O ANO EM QUE EU NASCI


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NASCERAM TAMBÉM:


3 de Janeiro
Michael Schumacher, piloto de Fórmula 1




9 de Abril
Nuno Marques - Tenista




21 de Abril
Vítor Gamito - Ciclista




29 de Maio
Jorge Gabriel - Apresentador de Televisão




23 de Agosto
Luís de Matos - Ilusionista




25 de Agosto
Claudia Schiffer - Modelo




30 de Agosto
Paulo Sousa - Futebolista

Terça-feira, 10 de Maio de 2011

CAMPEONATO DE BAIRROS EM MARVILA


Em Maio o Campeonato de Bairros, organizado pela Junta de Freguesia de Marvila, tem mais três provas:

14 de Maio - Torneio de Malha, Clube Futebol de Chelas
15 de Maio - Dinamização de Esgrima, Polidesportivo Fernando Amado
22 de Maio - Dinamização de Patinagem, Polidesportivo Vale Fundão

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011

MARCHA CONTRA A FOME



No dia 22 de Maio Lisboa e Porto recebem mais uma edição da Marcha contra a fome, uma iniciativa do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, que em Portugal conta com parceiros como a TNT Express Portugal e a Unilever Jerónimo Martins. O objectivo é claro, combater a fome infantil, contribuindo para custear o ...Programa de Refeições Escolares e alertando para as carências alimentares e educacionais das crianças de todo o mundo.

Desde 2004 que a Marcha Contra a Fome é realizada em Portugal e nesta edição o objectivo é superar os 5.000 participantes. A iniciativa apresenta este ano uma novidade, uma vez que 25% das verbas angariadas no nosso país revertem para a Cáritas Portuguesa, destinada a “projectos locais para supressão de carências alimentares infantis”. Esta recolha de fundos está já a decorrer através de uma campanha nacional - “Fundo Social Solidário”.

Os interessados podem inscrever-se no próprio dia, mediante o pagamento de 5 euros, o equivalente a 25 refeições escolares para crianças.

Nos países em desenvolvimento existem actualmente cerca de 143 milhões de crianças com peso abaixo do normal*. Combater a fome e a pobreza extrema e reduzir a mortalidade infantil são propósitos que integram a lista de Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e que deverão ser alcançados até 2015. Ao oferecer refeições escolares está não só a ajudar a melhorar a saúde destas crianças, como também incentiva países em desenvolvimento a manterem a escolaridade.

Não deixe de participar!

MARVILA DOS SABORES 2011



Vai realizar-se nos dias 17, 18 e 19 de Junho, mais um Marvila dos Sabores. Este ano será dedicado ao Empreendedorismo. Se pretende expor o seu caso de sucesso de empreendedorismo, na freguesia, ou divulgar os seus sabores no grande evento que é o Marvila dos Sabores.
Contacte para o mail elisabete.fonseca@jf-marvila.pt.

O MARVILA DOS SABORES ESPERA POR SI!

Domingo, 1 de Maio de 2011

DIA DA MÃE



Um dia muito feliz, para a minha querida mãe.

Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

PASSEIO MISTÉRIO 2011



A Junta de Freguesia de Marvila, organiza mais uma vez o Passeio Mistério. O mesmo vai realizar-se nos dia 14 e 21 de Maio. Estes passeios vão levar os séniores da Freguesia de Marvila a passear, proporcionando bons momentos de convívio e confraternização. O Marvila Voluntária, vai lá estar mais uma vez, para apoiar esta iniciativa da Junta de Freguesia.

Terça-feira, 22 de Março de 2011

O ANO EM QUE EU NASCI


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1970 - 15 de Dezembro
(XI Recenseamento Geral da População)
(I Recenseamento Geral da Habitação)




Em 1970 realizaram-se, pela primeira vez e simultaneamente, os recenseamentos da população e da habitação, passando a palavra censo, a ser utilizada no plural como referência às duas operações simultâneas.
O Artigo 46.º do Decreto n.º 46.925, de 29 de Março de 1966 revoga a Carta de Lei de 25 de Agosto de 1887, o Decreto n.º 46.926 define as competências do INE para a realização de Censos e Inquéritos e finalmente o Decreto n.º 47.555, de 23 de Fevereiro de 1967, faz referência específica ao recenseamento da habitação em simultâneo com o recenseamento da população.
Para o recenseamento da habitação foram criados os questionários de edifício e de alojamento.
Utilizou-se um questionário especial para a recolha das características do edifício, o qual foi sujeito a leitura óptica de marcas. Para além deste, foram ainda utilizados um questionário para os alojamentos e outro para a família, organizado em coluna, para a resposta de cada um dos seus membros. Houve dificuldades na ligação dos dados contidos nos vários tipos de questionários.

Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011

POEMA DE FERNANDO PESSOA



SONHO. NÃO SEI QUEM SOU

Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma.

Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.

Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
Coração de ninguém.

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

FRASE PARA REFLECTIR

Amas a vida? Então não desperdices o tempo. Porque desse material é que a vida é feita.
(Benjamin Franklin)

Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011

A MÚSICA NA MINHA VIDA

DEAD CAN DANCE


HISTÓRIA

Os Dead Can Dance formaram-se em Melbourne, na Austrália, em 1981, mas pouco tempo depois mudam-se para Londres. Nesta cidade, o grupo assina um contrato com a 4AD, uma editora dedicada à música alternativa. O sucesso da banda, logo os consagra como uma das mais importantes desta editora.
O género musical da banda caracteriza-se por um conjunto de estilos, destacando-se o darkwave, com fusão de world music, música medieval e da Renascença europeia.


Em 1984, lançam o primeiro álbum, Dead Can Dance e, no mesmo ano, trabalham conjuntamente com os This Mortal Coil, na música "It'll End In Tears". No ano seguinte lançam o segundo álbum Spleen and Ideal, que atinge o 2 lugar na tabela independente do Reino Unido.
O quarto álbum, The Serpent's Egg, é editado em 1988, e escrevem a banda sonora do filme El Nino de la Luna, de Agustin Villarongas, onde Lisa faz a sua estreia como actriz.
Em 1990, lançam Aion, e fazem a sua primeira tournée nos EUA. O álbum de 1993, Into the Labyrinth, é o primeiro álbum da banda a ser editado nos EUA, tornando-se um sucesso, também, na Europa. Na sequência, o grupo realiza nova tournée pelos EUA e Europa, gravando-a em Toward the Within, de 1994. Paralelamente, Lisa Gerrard grava o seu primeiro álbum a solo em 1995, The Mirror Pool.
Com o passar dos anos Lisa Gerrard mudou-se para a Austrália, a sua terra natal e Brendan Perry para a Irlanda. Apesar da distância continuavam a trabalhar em conjunto até à separação da banda em 1998.
Os Dead Can Dance separam-se então em 1998, sendo que ainda hoje não se sabe quais as verdadeiras razões que levaram a este fim. Contudo tanto a Lisa Gerrard como o Brendan Perry continuam a produzir musica a solo tendo já editado vários álbuns a solo e inúmeras participações em bandas sonoras de diversos filmes.
O grupo voltou a reunir-se temporariamente em 2005 para uma tour pela Europa e América do Norte como forma de tributo aos fãs.





ÁLBUNS
• Dead Can Dance, (1984)
• Spleen and Ideal, (1985)
• Within the Realm of a Dying Sun (1987)
• The Serpent's Egg, (1988)
• Aion, (1990)
• Into the Labyrinth, (1993)
• Toward the Within, (1994)
• Spiritchaser, (1996)
EPs
• Garden of the Arcane Delights (1984)
COMPILAÇÕES
• A Passage in Time, (1991)
• Dead Can Dance (1981-1998), (2001) (box set com 3 CDs e um DVD)
• Wake The Best of Dead Can Dance, (2003) (duplo CD)
• Memento The Very Best of Dead Can Dance (2005)
CONTRIBUIÇÕES
• It'll End in Tears, (This Mortal Coil, 1984)
• Lonely Is an Eyesore, (compilação da 4AD, 1987)
• Baraka, (Banda sonora, 1992)
• Sahara Blue, (Hector Zazou, 1992)
FILMES
• Toward the Within, (1994)

Sábado, 1 de Janeiro de 2011

Sábado, 5 de Junho de 2010

O ANO EM QUE EU NASCI


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THE BEATLES
"LET IT BE"
foi lançado em 08 de maio de 1970

A história dos Beatles começa em 1956, quando John Lennon conheceu Paul McCartney, que se lhe juntou na banda “Quarrymen”, para, passados alguns meses, admitir também George Harrison, passando então a apresentar-se com o nome “The Nurk Twins”.
Com a admissão do baterista Pete Best, o grupo mudou o nome para “Silver Beatles”; posteriormente, este viria a ser substituído por Ringo Starr, fixando-se finalmente o nome da banda em “The Beatles”, em 1961, começando as gravações em Hamburgo.
"Love Me Do" foi o primeiro grande êxito, alcançando o primeiro lugar em várias listas de sucessos. Em 1963, é gravado "Please, Please Me", que, tal como "From Me To You" e "She Loves You", alcançam também o primeiro lugar em Inglaterra.
Em 1964, o sucesso dos Beatles ultrapassa o Atlântico e chega aos EUA, dando-se a conhecer no programa televisivo de Ed Sullivan.
Os Beatles gravam o primeiro filme "A Hard Day's Night", também com enorme sucesso. Em 1965, filmam "Help!"; no final do ano, foi lançado o álbum "Rubber Soul", iniciando uma fase mais instrumental do grupo; em 1966, editam "Revolver".
Em 1967, Os Beatles gravam "Sgt. Peppers Lonely Heart's Club Band", considerado o seu melhor disco; em 1968, segue-se o “Álbum Branco”.
Em 1970, após os casamentos de Paul com Linda e de John com Yoko Ono, é editado o último disco, “Let It Be”.


LET IT BE

When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.

And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it be.

And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be

Quarta-feira, 26 de Maio de 2010

CONGRESSO DE MARVILA


No próximo sábado, dia 19 de Junho terá lugar no Centro de Congressos do Isel, o 4.º Congresso de Marvila, desta vez em conjunto com a Freguesia do Beato. Do programa fazem parte as actuações dos seguintes grupos:

- Quarteto de alunas das aulas de viola da Junta de Freguesia de Marvila

- "A Dança Mexe Comigo" - Projecto Crescer com o Desporto

- "Em Busca do Centenário da República" - Projecto Intervir

- Rancho Folclórico da Associação Sócio-Cultural Recreativa e de Melhoramentos de Faifa

- Tango do Beato

- Estudantina do Isel e Tuna Feminina do Isel

O Congresso terá o apoio do Marvila Voluntária.

Domingo, 16 de Maio de 2010

O ANO EM QUE EU NASCI


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Presidente da União Soviética

LEONID ILITCH BREJENEV
Леони́д Ильи́ч Бре́жнев

Mandato:
16 de Junho de 1964 a
10 de Novembro de 1982




Brejnev era filho de um metalúrgico russo. Apesar da sua ascendência russa, manteve fortes costumes ucranianos durante toda a sua vida. Igual a outros jovens proletários dos tempos da Revolução Russa de 1917, faz os seus estudos técnicos em metalurgia. Em 1923 inscreve-se na organização juvenil do Partido Comunista e em 1931no próprio PCUS.
Em 1935-36 faz o serviço militar obrigatório. Primeiro emprega-se numa companhia de Cavaleiros, e segue cursos relacionados com os carros de combate antes de passar a exercer o cargo de comissário político. Depois, passa a ser o director do colégio técnico de metalurgia de Dniprodzerzhinsk. É encaminhado bastante cedo ao centro regional de Dniepropetrovsk e em 1939 converte-se em secretário do Partido, a cargo das importantes indústrias pesadas de Defesa.
Brejnev pertence à primeira geração de soviéticos que não conheceram a época anterior à Revolução Russa e é demasiado jovem para participar de verdade nas lutas sobre a sucessão de Lenine como líder revolucionário em 1924. Na época em que Brejnev entra no Partido, Josef Stalin já era o Secretário-Geral do Partido. Brejnev, como outros jovens comunistas da sua época cresceu aceitando o stalinismo. Os que sobreviveram ao Grande Expurgo de 1937-39 alcançaram rapidamente diversas promoções, já que a eliminação de muita gente deixava livres muitos postos nos níveis altos e médios do Partido, do Governo e das Forças Armadas.

Quarta-feira, 5 de Maio de 2010

MARCHA CONTRA A FOME 2010

Vai realizar-se no próximo dia 6 de Junho, em Belém, a "MARCHA CONTRA A FOME". Esta marcha é uma iniciativa que decorre em diversos países, tendo como parceiros globais a TNT e a UNILEVER, e o objectivo é recolher fundos para as acções do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas. Com apenas €5,00 (valor da inscrição), os participantes asseguram 25 refeições a crianças dos países mais pobres do mundo.

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

JUNTA DE FREGUESIA DE MARVILA ORGANIZA PASSEIO MISTÉRIO 2010


PASSEIO MISTÉRIO 2010

15 e 22 de Maio

Saída da Junta de Freguesia às 8h00 com chegada prevista para as 20h30

Esta iniciativa foi aberta a todas as pessoas residentes na Freguesia, com idade igual ou superior a 60 anos, que possam movimentar-se com autonomia e participar neste passeio sem prejuízo da sua saúde.
INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Domingo, 25 de Abril de 2010

O 25 DE ABRIL DE 1974

Celebra-se hoje o DIA DA LIBERDADE, o dia 25 de Abril de 1974 marca o inicio da democracia em PORTUGAL. É certo que apenas tinha 3 anos quando se deu a revolução, e que as minhas memórias se resumem ao facto de a minha mãe me dizer a mim e ao meu irmão, recém nascido: "meninos venham para dentro" e de ouvir helicópteros. No entanto tenho muito respeito pelos homens que fizeram esta revolução, e por tudo o que ela significa.



Música: ZECA AFONSO

José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso[1] ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 60 do século XX, José Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo movimento militar que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.





POEMA

As Portas que Abril Abriu
José Carlos Ary dos Santos

Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.


Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.

Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.

Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.

Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.

Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação

uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.

Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.

Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.

Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.

Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.

Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.

E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.

Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.

Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.

Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.

Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.

E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.

Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.

E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.

Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.

Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.

Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.

E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.

Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.

E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.

A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.

Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.

E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.

Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.

Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.

E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.

Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.

Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.

Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.

Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.

Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.

Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.

Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.

E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.

Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.

E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.

Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.

Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.

Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.

Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.

Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.

Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!

Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.

Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram

das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.

Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.

E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.

Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser

pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.

No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!

É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.

Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.

De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.

Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!

Lisboa, Julho-Agosto de 1975





SALGUEIRO MAIA
Militar, capitão de Abril: 1944-1992

Salgueiro Maia, como se tornou conhecido, foi um dos distintos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução dos Cravos. Filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a escola primária em São Torcato, Coruche, mudando-se mais tarde para Tomar, vindo a concluír o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria. Licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas e em Ciências Etnológicas e Antropológicas.
Em Outubro de 1964, ingressa na Academia Militar, em Lisboa e, dois anos depois, apresenta-se na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Em 1968 é integrado na 9ª Companhia de Comandos, e parte para o Norte de Moçambique, em plena Guerra Colonial, cuja participação lhe valeu a promoção a Capitão, já em 1970. A Julho do ano seguinte, embarca para a Guiné, só regressando a Portugal em 1973, onde seria colocado na EPC.
Por esta altura iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de 1974 e do «Levantamento das Caldas», foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse ano, quem comandou a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição de Marcello Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcello Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.
A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santa Margarida. Em 1984 regressa à EPC.
Em 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 1992, a título póstumo, o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e em 2007 a Medalha de Ouro de Santarém.
Em 1989 foi-lhe diagnosticada uma doença cancerosa que, apesar das intervenções cirúrgicas no ano seguinte e em 1991, o vitimaria a 4 de Abril de 1992.



CRAVO

O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Logo ao amanhecer o povo começou a juntar-se nas ruas, juntamente com os soldados revoltosos. Entretanto, uma florista, que levava cravos para um hotel, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda. Outros o imitaram, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas.