segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
domingo, 20 de novembro de 2011
SIOUXSIE AND THE BANSHEES
Siouxsie and the Banshees foi uma banda de rock britânica que iniciou sua carreira em 1976 e terminou oficialmente em 1996, foi uma das bandas mais influentes nos estilos rock gótico e post-punk.
BIOGRAFIA
A primeira apresentação com a formação original, foi no Punk Festival, em 20 de setembro de 1976, no 100 Club, em Londres. A banda tocou somente covers como Twist And Shout (dos Beatles), Knockin' On Heaven's Door (do Bob Dylan) e e uma versão de cerca de vinte minutos de The Lord’s Prayer, que agradara somente a um dos assistentes de Malcom McLaren, empresário do Sex Pistols, que se encontrava na platéia. Logo após a apresentação, foram convidados a acompanhar o Sex Pistols como banda de abertura em uma turnê pela Inglaterra.
A formação de então era: Susan Ballion (vocal), Steve Havoc (baixo), Sid Vicious (bateria), Marco Pirroni (guitarra).
Meses depois com a saída/expulsão de Glen Mattlock (Baixo - Sex Pistols), Sid Vicious foi efetivado nos Sex Pistols como baixista mesmo sem saber tocar baixo. Marco Pirroni também deixa a banda e passa a tocar em uma série de outros grupos na Inglaterra como a banda de New Romantic, Adam & the Ants
Desde então, Susan e Steve passaram a liderar a banda em uma troca incrível de guitarristas que pouco ficaram na banda.
Desde então, Susan e Steve passaram a liderar a banda em uma troca incrível de guitarristas que pouco ficaram na banda.
Para substituir Sid Vicious e Marco Pirroni, entram Kenny Morris (baterista) e John McKay (guitarrista), o que deixou a formação estável nos 2 primeiros discos da banda até o fim de 1979. É apartir deste momento que Susan Ballion passa a se chamar Siouxsie Sioux, referência a uma tribo indígena Norte-Americana, e Steve Havoc passa a ser chamado de Steve Severin.
Na semana em que a banda procurava um nome, foi exibido na TV o filme Cry of the Banshee, baseado no conto de Edgar Alan Poe, no qual o ator Vincent Price atuava e acharam que The Banshees seria uma ótima idéia pra um nome. Depois pensaram em Susy and the Banshees, e em definitivo, Siouxsie & the Banshees. Banshees são entidades femininas pertecentes à mitologia celtica cuja voz bela e tenebrosa anuncia a proximidade da morte.
Primeiros Álbuns
O primeiro single, Hong Kong Garden, foi lançado em 1978 pela Polydor. Alcançou logo o Top 10 Britânico. No mesmo ano, lançam o primeiro álbum também pela Polydor, The Scream, que trazia o cover dos Beatles, Helter Skelter, em estilo punk, além das faixas Overground, Mirage e Metal Postcard - que ganhara uma versão em alemão, cantada ao vivo pela banda, com o nome de Mittageisen.
Em 1979 lançam Join Hands, um álbum ainda no estilo punk. É possível encontrar a canção The Lord's Prayer, porém em diferentes duração (aqui somente com 14 minutos comparados aos 23 minutos da apresentação original) e execução que a banda tocou em sua primeira apresentação, no London's 100 Club, além da faixa Icon, outra música conhecida da banda.
Kenny Moris e John McKay saíram da banda e foram substituídos na excursão do segundo álbum pelo baterista Budgie (ex-The Slits) e pelo guitarrista John McGeoch (ex-Magazine). Ainda em 1979 excursionam com Robert Smith, líder do The Cure, que participaria como guitarrista mais pra frente, nos Nocturne (1983) e Hyaena (1984).
Siouxsie que era amiga e namorada de Steve Severin, passa a ser vista cada vez mais com o novo baterista Budgie, até que passam efetivamente a formar um casal.
O Início da Fase Gótica
Em 1979, o pós-punk nascia na Inglaterra, proveniente de bandas como Magazine, Public Image Ltd e Joy Division. A sonoridade melancólica, com o som do baixo em primeiro plano e uso de bateria eletrônica em muitas ocasiões, bem como a utilização de sintetizadores para criar o clima sombrio característico do estilo, também estão presentes na sonoridade de Siouxsie & e Banshees entre 1979 e 1982, que também é considerada uma banda pertecente a este cenário musical que muito contribuiu para o nascimento o rock gótico.
Em 1980, o terceiro álbum é lançado: Kaleidoscope, que contou com a participação do guitarrista Steve jones, do Sex Pistols. Este é o álbum que aponta a transição da banda para o estilo gótico, demonstrando uma sonoridade típica do pós-punk, mas muito mais próxima do gótico. O álbum é considerado até hoje um dos melhores da banda, apresenta composições mais trabalhadas e profundas, e teve uma boa aceitação por parte do púbico, apesar de ter recebido várias críticas. Happy House e Christine emplacaram nas paradas inglesas, e o álbum teve outros clássicos como Red Light. Após o lançamento deste álbum, a banda saiu em sua primeira turnê pelos Estados Unidos.
Juju foi lançado em 1981 e segue a mesma linha do álbum anterior. Merecem destaques as faixas Spellbound e Arabian Knights. No mesmo ano, é lançada a primeira coletânea do grupo, intitulada Once Upon A Time.
A Kiss In The Dream House, de 1982, considerado uma das inspirações para a neo-psicodelia, apresenta uma Siouxsie cantando de forma bem mais suave, em partes devido recomendação médica: na época, Siouxsie apresentava problemas na garganta que poderiam forçá-la a parar de cantar. Este álbum está submerso numa atmosfera onírica, criada graças aos sintetizadores, além de ter referências exóticas. O lançamento deste álbum marcou também mais uma despedida de membros da banda: McGeogh deixa o grupo para se juntar a John Lydon e tocar no Public Image Ltd.
Robert Smith
Foi aí que o vocalista do The Cure, Robert Smith, entrou para Siouxsie & The Banshees. Ele já era um conhecido da banda, pois o Cure abrira alguns shows do grupo em 1979 e inclusivé Robert Smith foi convidado para tocar com eles após o guitarrista dos Banshees ter desertado no meio da tour. Nesta altura Robert Smith fazia a 1ª parte com os Cure e a 2ª com os Banshees.
Em 1983, eles gravam Nocturne, álbum duplo e ao vivo gravado durante um show no Royal Albert Hall, em Londres.
Após uma parada para dar vida aos projetos paralelos de Budgie e Siouxsie, The Creatures, bem como o de Severin e Robert Smith, The Glove, a banda volta em 1984 lançando o álbum Hyaena. Logo após o lançamento deste álbum, Robert Smith deixou a banda.
Robert e Siouxsie tiveram vários desentendimentos, a ponto de um falar mal do outro em entrevistas posteriores. Siouxsie comentou a saída de Robert Smith com o seguinte depoimento:
"Robert Smith diz que as cordas de Dazzle estragaram a música, mas ele não estava muito envolvido em Hyaena e seus comentários sobre ele são orgulho ferido. Deixamos que participasse mas ele não o fez, isso foi culpa dele. Não foi uma união ideal e nós dois saímos. Algumas vezes eu o chutei no saco. Tinha dias em que ele chegava com cerca de três horas de atraso, e eu odeio esse tipo de coisa. Ele se costuma se mexer muito, o que me irrita."
Robert Smith esclareceu, algum tempo depois, o motivo de sua entrada para o Siouxsie & The Banshees e disse ter se divertido com a experiência, apesar dos problemas:
"No Cure eu escrevo, canto, toco guitarra, dou entrevistas. As pessoas exigiam um comportamento meu de um rock star o que me irritava. Eu olhava para o espelho e via o Robert Smith do Cure e não mais a pessoa que eu era. Por isso resolvi dar um tempo com o grupo e tocar com a Siouxsie. E apesar dos problemas que tivemos, confesso que me diverti muito."
A vida seguiu para a banda em mais uma substituição de membros: o guitarrista John Carruthers Valentine (ex-Clock DVA) entrou para o lugar de Robert Smith.
Cities In Dust
O novo álbum só veio em 1986, Tinderbox, trazendo o maior sucesso da banda: "Cities In Dust", uma canção que fala sobre a explosão do vulcão Vesúvio em Pompéia, Itália, foi a primeira música da banda a atingir o Top 100 Americano. A banda também fez uma participação no filme Out Of Bonds - Chuva de Chumbo cantando essa canção.
Essa também foi uma época difícil para a banda. Siouxsie brigava freqüentemente com Budgie por causa de ciúmes, chegando a chutar uma janela de vidro. Além de machucar um nervo das costas, Siouxsie também chegou a deslocar o joelho durante um show da turnê realizada em 1985. Toda essa onda de brigas e contusões acabou por azedar o clima na banda.
O Futuro
O próximo álbum não demorou muito para ser lançado. Through The Looking Glass, de 1987, é um álbum só de covers que funcionou para que a banda respirasse um pouco e o ar carregado fosse desfeito. Se destacam nesse trabalho as faixas Hall of Mirrors, do Kraftwerk, The Passenger de Iggy Pop, You're Lost Little Girl, do The Doors e This Wheel's on Fire de Bob Dylan. A saída de algum membro após o lançamento de um novo álbum voltou a se tornar rotina: foi a vez de John Carruthers deixar o grupo.
Entram para a banda o tecladista Martin McCarrick, (da banda Soft Cell, de Marc Almond), e o guitarrista Jon Klein, ex-Specimen, substituindo John Carruthers.
Uma nova sonoridade se inicia no grupo de forma gradativa. Aos poucos, a banda adotaria cada vez mais um som pop e dançante. O álbum de 1988, Peepshow, mostrava bem as novas tendências do grupo trazendo faixas dançantes e um toque eletrônico. Peek-a-boo, primeira música da banda a entrar na parada de singles americana, também assustou os fãs mais radicais por ser quase um rap. Siouxsie disse à época do lançamento que o grupo só ouvia música negra, artistas como Prince, e nomes do hip-hop e rap há vários anos e que decidiram mostrar esse seu lado em um trabalho. Depois do lançamento de Peepshow a banda ficaria três anos sem lançar um álbum.
Também em 1988, a banda se apresentou na primeira edição do Lollapalooza.
Em 1991, voltam com um álbum que têm raízes no eurodance e technopop, Superstition, álbum produzido por Stephen Hague, que chegou a entrar na Billboard e causou muita controvérsia entre os fãs. O álbum é praticamente temático e foi inspirado no acidente automobilístico que vitimou Jayne Mansfield, depois que um satanista amaldiçoou o namorado dela. Ainda em 1991, foi realizado o casamento oficial de Siouxsie e Budgie.
Em 1992, é lançada a segunda coletânea da banda, Twice Upon a Time, que também conta com a música inédita Fireworks, Lados B e Singles, como a canção Face to Face, feita para o filme Batman, O Retorno, de Tim Burton.
O Fim
O último álbum da banda veio em 1995, Rapture, produzido por John Cale. O lançamento foi seguido por uma grande turnê mundial.
Mas foi em 1996 que veio o encerramento das atividades, após 20 anos de carreira, que coincidiu com a volta do Sex Pistols. No comunicado em que declaram o fim da banda, Siouxsie afirma: Como a indústria musical prepara-se para reviver os primeiros anos do punk, quando confundiam os oportunistas com os protagonistas e assinavam contrato com qualquer coisa com um alfinete de fralda que pudesse cuspir, Siouxsie and The Banshees gostariam de dizer "Obrigado e Adeus."
Atualmente
Siouxsie e Budgie continuaram e continuam até hoje com a sua banda que antes era um projeto paralelo, The Creatures. Steve Severin desenvolveu alguns projetos solos como a trilha sonora do filme Visions of Ecstacy além de participações em outras bandas.
A banda ressurgiu para uma breve aparição em abril de 2002, em Londres, quando a banda fez uma pequena turnê intitulada 7 Year Itch tour, que contou com a seguinte formação: Siouxsie Sioux, o baixista Steve Severin, o guitarrista Chandler Knox, e Budgie na bateria.
O nome da turnê faz alusão aos sete anos de separação da banda, e teve como fruto o lançamento simultâneo de um CD e um DVD, com gravações ao vivo. O CD também intitulado The Seven Year Itch, trás quatorze músicas retiradas do mesmo show. As gravações foram feitas durante show no The Shepherds Bush Empire, em Julho de 2002, em Londres.
Apesar do sucesso da turnê que contou com bilheteria esgotada em todas as apresentações, a reunião da banda mesmo passageira.
Em 2007 a música Haloween fez parte da trilha sonora do filme de animação "A Casa Monstro".
Actualmente Siouxsie canta a solo, tendo lançado, em 2007, o álbum Mantaray.
Shows no Brasil e em Portugal
A banda se apresentou em Portugal em 11 de setembro de 1984, no Pavilhão Os Belenenses, na cidade de Lisboa.
Em 1986 foram realizadas seis apresentações no Brasil, considerados shows históricos por alguns fãs. As apresentações ocorreram em 27 e 28 de novembro e 1 de Dezembro no Palácio de Convenções do Anhembi, na cidade de São Paulo; 29 de novembro no Caiçara Clube, na cidade de Santos; e em 30 de novembro e 3 de dezembro no Rio de Janeiro.
Somente em 1995 é que Siouxsie & The Banshees voltaram aos dois países, na turnê mundial do álbum The Rapture.
Em Portugal foram duas apresentações: uma no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, no dia 17 de março e a outra no Coliseu, na cidade de Porto, no dia 18 de março.
No Brasil foram realizados três shows: dia 22 e 24 de maio, no Olympia, em São Paulo e no dia 25 do mesmo mês ocorreu a apresentação no Rio de Janeiro, na casa de sows Imperador. Siouxsie tocou também com Blur na Figueira da Foz em 1993.
Fonte: .: Siouxsie and the Banshees - Biografia e Discografia
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
ECHO & THE BUNNYMEN
BIOGRAFIA
Echo & the Bunnymen é uma banda inglesa de pós-punk formada em Liverpool, em 1978.As origens da banda remontam ao final dos anos 70, quando Ian McCulloch, Pete Wylie e Julian Cope formam os The Crucial Three. Em 1977, Cope e Wylie deixam o grupo para criar os Teardrop Explodes e os Whah!, respectivamente.
Em 1978, McCulloch, juntamente com Will Sergeant, criam o duo Echo, utilizando uma caixa de ritmos em substituição da bateria. No mesmo ano, o baixista Les Pattinson junta-se à banda, e realizam o seu primeiro concerto ao vivo no clube Eric, em Liverpool, com o nome Echo & The Bunnymen.
No ano seguinte, em 1979, a banda lança o primeiro single, Pictures on My Wall, e o sucesso deste dá-lhes um contrato com a editora Korova. O baterista Pete de Freitas entra para o grupo.
Em 1980, gravam o primeiro álbum de originais, Crocodiles que, juntamente aos dois trabalhos seguintes, Heaven Up Here e Porcupine, lhes dá trás o reconhcimento. Porcupine chega ao numero 2 das tabelas do Reino Unido.
O álbum de 1984, com o single Killing Moon, entra, mais uma vez, para o Top Ten das tabelas, atingindo a quarta posição, no Reino Unido, e entrando para o Top 100, nos EUA.
Três anos depois, os Echo & the Bunnymen lançam um novo álbum que atinge a posição numero 51 nos EUA, o melhor lugar até à data, e o quarto lugar no país natal. No entanto, o álbum não apresenta nehuma evolução nos trabalhos da banda, e McCulloch abandona o grupo para trabalhar a solo. Em 1989 edita Candleland, e no ano seguinte Mysterio. Neste período, Noel Burke susbtitui McCulloch nos vocais, e lançam Reverberation.
Em 1994, McCulloch forma os Electrafixion com Will Sergeant. Mais tarde, em 1997, é a vez de Pattinson se juntar, e de novo reunem os Echo & the Bunnymen.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
KRAFTWERK
BIOGRAFIA
Data de Formação: 1970
Local de Nascimento :Dusseldörf
País de Origem: Alemanha
Foi em 1970, que Ralf Hütter e Florian Schneider-Esleben decidiram gravar o primeiro álbum. Nessa altura, a banda dava ainda pelo nome de Organization, e para além de Ralf (flauta e violino) e Florian (teclas), a formação contava também com Fred Monics na bateria, Butch Hauf no baixo e Basil Hammoudi na voz. Editaram apenas um álbum, "Tone Float", na linha do psicadelismo de finais de 60 e da vertente mais experimental dos Pink Floyd, sendo que o volume de vendas não cresceu por aí além. Ainda nesse ano, Florian e Ralf montaram o mítico estúdio Kling Klang em Düsseldorf (e que ainda hoje permanece no mesmo sítio).
No ano seguinte, a dupla voltou à carga, desta feita já como Kraftwerk, na senda do movimento Krautrock, definido como uma mistura entre elementos do rock psicadélico de finais de 60, com improvisação jazzística e experimentações electrónicas, levado a cabo por bandas como os Can, Neu!, e Tangerine Dream. Ambos músicos de formação clássica, Florian e Ralf passaram aos domínios da electrónica para transpor as limitações que sentiam na composição clássica. "Kraftwerk 2" surgiu numa altura em que Florian e Ralf contavam ainda com o apoio de uma equipa de músicos, tais como Michael Rother (guitarra) e Klaus Dinger (percussão), que curiosamente viriam pouco depois a formar os Neu!. Os concertos aumentavam então a olhos vistos na Alemanha, e em 1973 os Kraftwerk fizeram o primeiro espectáculo além-fronteiras, algures em Paris.
Depois de em 1973 editarem "Ralf and Florian", onde aproveitaram para explorar com mais atenção a (hoje tão em voga) técnica do vocoder, os Kraftwerk regressaram no ano seguinte com "Autobahn" (autoestrada), que se transformou no primeiro grande êxito da banda a vencer nas tabelas de vendas tanto da Europa como dos EUA. Uma celebração das sensações que emanam das viagens de automóvel autoestrada fora, neste caso da Alemanha, e que pela primeira vez apresentou voz a acompanhar o instrumental.
Em 1975, novo álbum, "Radioactivity", e novo conceito, a ambiguidade do termo, repartida entre radioactividade e emissões radiofónicas. Acabava também de constituir-se a formação mais consistente da banda, que para além de Ralf e Floran contava com a participação do baterista Wolfgang Flür e do percussionista Karl Bartos. Em formato quarteto fizeram a primeira digressão mundial, que os levou a Inglaterra, França e mais de trinta cidades dos EUA. Reza a lenda, que o contacto com a cultura norte-americana, despertaria na banda a necessidade da procura de uma identidade alemã genuína, bem distante daquela que se limitava a adaptar as raízes anglo-saxónicas e que reinava na altura, muito por culpa do vazio cultural que o pós-guerra herdou.
"Trans-Europe Express" e "The Man Machine" chegam aos escaparates em 1977 e 1978, respectivamente, assinalando o início da utilização do sequenciador. Da mesma maneira que "Autobahn" falava das sensações de uma viagem de autestrada, "Trans-Europe Express" descreve uma viagem feita no combóio europeu, enquanto que "The Man Machine" abordava já a relação homem-máquina, bem ilustrada por faixas como "The Robots" e "The Model", como que a antever uma relação de proximidade entre a vida dos robots e dos modelos. Foi também nesta altura que os Kraftwerk, começaram a apresentar em palco os "dummies", com as feições de cada um dos elementos da banda.
Em finais de '70 e inícios de '80, o percurso da banda dá um salto quer a nível sonoro, quer visual. Aliada a uma potência sonora electrónica que poucos conseguiam igualar na época, os Kraftwerk apresentam uma nova imagem. Depois das camisas vermelhas com gravatas pretas pensadas por Emil Schult, a banda adopta um suporte visual baseado na imagem de marca de "Computer World", os computadores. O estúdio Kling Klang passava então a ser montado no palco, atrás dos músicos, e em forma de V, o que lhes permitia uma permanente comunicação com as máquinas e entre si.
"Tour de France" foi editado em 1983, já com recurso ao sample, para assinalar a realização da Volta à França em Bicicleta. Ralf Hütter é um aficionado do ciclismo, terá inclusivamente chegado a participar em algumas edições da volta. Nesse ano, Ralf sofreu um acidente de bicicleta que lhe valeu dois dias em coma, e um atraso significativo na produção do álbum seguinte, "Technopop", que acabou por nunca chegar a ver a luz do dia. Perfeccionistas convictos, os Kraftwerk decidiram à última da hora (quando já se tinham feito até anúncios publicitários ao álbum) não ir para a frente com o lançamento. Os motivos, consta, prenderam-se com uma insatisfação para com a qualidade da gravação. Na altura, começava já a utilizar-se a tecnologia digital e "Technopop" tinha sido gravado ainda em versão analógica, o que permitia notar uma certa inferioridade no som.
Assim, o novo conjunto de originais seria editado em 1986. Intitulado "Electric Café", o álbum marcou a entrada da banda na era digital, sendo também o primeiro a ser vendido em formato CD. Para além de nova melhoria no som, e de uma maior exploração da técnica de samplagem, os Kraftwerk aproveitaram o despertar da era digital para progredir também a nível visual, através da digitalização de imagens.
Em 2003, o muito aguardado regresso é feito mesmo a tempo de assinalar nova ediçãoda volta a França em bicicleta com o álbum "Tour de France Soundtracks", que o grupo traz a Portugal com um espectáculo no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, em Abril de 2004, e com uma actuação no Festival Sudoeste, em Agosto do mesmo ano.
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BIOGRAFIA,
DUSSELDORF,
FLORIAN SCHEINEDER,
RALF HUTTER
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
BJORK
BIOGRAFIA
Aos doze anos de idade, Björk grava o seu primeiro disco, com a ajuda do seu padrasto. O seu primeiro álbum a solo, intitulado com o nome da cantora, Björk, é lançado em 1977. O álbum foi lançado apenas na sua terra natal, Islândia, e o seu sucesso rendeu-lhe um disco de platina.
Enquanto Björk crescia, o seu contacto com o mundo punk aumentava, e logo Björk forma uma banda feminina chamada Spit and Snot (trad.: "cuspo e ranho"). Responsável pela percussão da banda, toma a liderança do grupo. Com o passar do tempo, Björk vê que os seus instintos de punk já não a inspiram muito e entra numa banda pós-punk chamada Exodus. A banda Exodus não dura mais do que o tempo de uma única aparição na TV acabando logo de seguida. Mesmo assim a insatisfação e curiosidade musical de Björk continuam vivas e Jam-80 seria o seu próximo grupo na sua fase experimental. E apesar de este grupo só lhe render simplesmente uma única digressão, permite-lhe adquirir mais experiência e amadurecimento musical.
Tappi Tíkarrass é a próxima banda em que Björk começa a actuar e proporcionaria-lhe dois discos gravados. Nesta época a cantora começou a ter um pouco mais de visibilidade nos meios de comunicação. Após a sua estadia com Tappi Tíkarrass, praticamente no meio da década de 1980, uma série de oportunidades para Björk seguiriam-se.
Em 85, com a descoberta da gravidez do seu primeiro filho, ela não abandona os seus três anos de estrada com a banda KUKL, mas também consequentemente grava dois álbuns. Logo após a decisão de todos os integrantes do grupo se separarem, a cantora faz um breve participação com os The Elgar Sisters, que rendeu-lhe duas gravações que futuramente lhe seriam de grande utilidade.
Após o nascimento do seu primeiro filho, em 1986, Björk começa a sua fase experimental com a banda The Sugarcubes, o estilo e irreverência da banda conquistariam o selo independente inglês One Little Indian. O primeiro single da banda "Ammæli" ou (Birthday, em inglês) foi lançado em 1987. O single foi reconhecido mundialmente, chamando a atenção da crítica da cena do rock como a cena da música Alternativa. Brevemente o The Sugarcubes lançariam singles do próximo álbum chamado Life’s Too Good, de 88. Com tanta criatividade e qualidade a banda deu-se à oportunidade e criou um selo e editora, um dos mais importantes hoje na Islândia, chamado Smekkleysa, inicialmente chamado, e que teria o intuito de gravar outras bandas e publicar poesias e livros, tanto da Islândia com de fora.
O segundo CD da banda, Here, Today, Tomorrow, Next Week!, lançado em 89 não repercutiu tanto como o anterior, causando pouco a pouco a separação da banda. O foco continuaria em Björk, que em 1990 contribuíria com a gravação de Gling-Gló, com o trio mais tradicional de jazz da Islândia, o Trio Guðmundar Ingólfssonar. E não pararia por ai, a cantora continuou e em 91 com o álbum Ex:el, fazendo-lhe render duas participações no disco do projecto inglês de Graham Massey, o 808 State, além de algumas apresentações.
E 92 estaria decretado de vez o fim do The Sugarcubes e Björk continuaria a sua participação com o 808 State e consequentemente grava “Oops” junto a Nellee Hooper, um dos produtores musicais mais aclamados e requisitados na época. Björk muda-se para Londres e inicia a sua carreira a solo. A partir de então, torna-se uma das grandes estrelas da música alternativa. Ganha assim o reconhecimento unânime da crítica. Com tantas influências e experiências, Björk estaria mais que preparada a qualquer obstáculo que lhe pudesse aparecer e o seu início de experimentalismo estaria por começar uma longa jornada.
Lançado em Junho de 1993, num estilo pop quase igual ao que a banda The Sugarcubes produzia a mistura do jazz, funk, acid dance, offbeat, que foi produzido por Nellee Hooper e Björk, Debut destaca-se como um dos principais álbuns de trip-hop que iniciaram o movimento. Singles como "Human Behaviour" alcançaram o terceiro lugar nos top 10 britânicos, seguindo também na mesma linhagem Big Time Sensuality e outros do álbum. Debut unanimemente foi um sucesso no circuito alternativo, e como sucesso seria tanto lhe renderia colaborações como "Play Dead", que foi especialmente feita para a trilha sonora do filme Rebeldes Americanos (The Young Americans), do mesmo ano, e consequentemente seria incluído nas reedições de Debut, na Europa e Japão. Björk também escreveu "Bedtime Story", faixa do sexto álbum da cantora Madonna, Bedtime Stories.
Em Setembro de 1994 Björk lançou The Best Mixes from the Debut (For All the People Who Don't Buy White Labels), uma compilação de remixes que apoiava o uso das White-labels (Gravadoras Independentes, do inglês etiqueta-branca ou selo-branco).
Durante 1994, Björk entra em estúdio novamente com Nellee Hooper, e mais alguns produtores como Tricky, Howie B, Graham Massey e Marius de Vries, para a produção do seu segundo álbum a solo. Post marca a história da carreira da cantora como um dos seus melhores álbuns deixando-a consagrada pelo mundo e principalmente na Europa. Os elementos de experimentalismo do álbum acabam tornando-o num álbum de vanguarda e de categoria na época, onde principalmente o primeiro single do álbum, "Army of Me", acabaria de se tornar num dos melhores hits da cantora. O álbum decorre em elementos imaginários e inomináveis como em "Hyper-Ballad", até o clássico inesquecível "It's Oh So Quiet", que foi inspirado na Broadway. A mistura de jazz, música electrónica, e ainda caminhando pelo rumo do trip-hop, Björk tornou-se a sensação do momento. "Army of Me" entrou no top 10 britânico, "Isobel" segundo single do álbum e segunda parte da trilogia começada por "Human Behaviour", de Debut, e "I Miss You" dão um tom especial a este álbum. Post vendeu mais de 3 milhões de cópias.
Lançado em 1997, o tão esperado terceiro disco a solo da cantora, aos 31 anos, conseguiu agradar a quem gosta de música pop bem feita. Bjork cerca-se de colaboradores já conhecidos de sucessos seus anteriores, como o produtor Mark Bell, o brasileiro Eumir Deodato e a mesma dupla de engenheiros de som de "Post". As novas canções foram gravadas num estúdio montado numa casa no sul da Espanha e têm a participação de um octeto de cordas islandesa. Segundo Bjork, o álbum chama-se Homogenic devido a todas canções serem similares, homogéneas. "Aquele personagem não tem mais a ver comigo. Estou a escrever canções totalmente diferentes agora. Eu avancei." diz Bjork durante entrevista de divulgação do álbum, mostrando que neste trabalho está mais clara a sua orientação musical. A união de elementos "high-tech" e cordas traduzem a melancolia e introspecção da sua vida e da sua terra natal, com vulcões, terramotos e luzes das cidades, ficando bem evidente no seu primeiro video-clipe da canção "joga", dirigido por Michel Gondry, cheias de paisagens islandesas e terminando no coração da cantora. O álbum é bem simbolizado pela arte da capa, que ficou a cargo do designer Paul White, do estúdio de design Me Company, trazendo Bjork como uma samurai japonesa ou uma guerreira cibernética, contando com o fotógrafo inglês Nick Knight e o estilista Alexander McQueen.
Em 2001, Björk lançou o álbum "Vespertine". O álbum mistura orquestras, coros, vocais, flagrantes e, temas vulneráveis. O álbum foi colaborado com som experimental de Matmos, DJ Thomas Knak, e a harpista experimental Zeena Parkins. Fontes líricas incluem as obras do poeta americano EE Cummings, o cineasta independente americano Harmony Korine e a dramaturga inglês Sarah Kane. Björk embarcou numa turnê de teatros e óperas na Europa e na América do Norte, em apoio do álbum, acompanhada pelos músicos Matmos, Zeena Parkins e um coral, da Gronelândia. Vespertine vendeu dois milhões de cópias até o final de 2001 . Vespertine gerou três singles: “Hidden Place”, “Pagan Poetry" e "Cocoon". O MTV2 foi o primeiro canal a colocar o clipe, "Hidden Place", que posteriormente foi lançado como um único DVD. No entanto, o próximo clipe, de "Pagan Poetry", Björk trouxe para um nível ainda mais elevado de controvérsia com o canal. A canção do clipe mostra funcionalidades gráficas de piercings e os mamilos expostos de Björk, bem como a distorção de imagens de actos sexuais, que incluiu penetração vaginal e Fellatio. Como resultado, o clipe foi raramente mostrado pela MTV, e de certas partes (por exemplo, as mamas de Björk) foram censuradas durante as raras ocasiões em que era tocada. Em 2002, o clipe finalmente é mostrado como parte de uma noite especial no MTV2 intitulado "mais controversos clipes". O clipe de "Cocoon" também apresentou um aparentemente nu de Björk (na verdade usando uma conexão estreita bodysuit), desta vez com os seus mamilos não mostrados, clipe no qual a cantora acabou envolta em um casulo. O vídeo foi dirigido pelo japonês artista Eiko Ishioka, e não foi exibido pela MTV . 2002 viu o surgimento do CD Box Set Family Tree contendo uma retrospectiva da carreira de Björk, que inclui muitas versões diferentes de composições suas, incluindo o seu trabalho com o Quarteto Brodsky. Também ao lado Family Tree foi lançado o álbum Greatest Hits, uma retrospectiva dos últimos 10 anos da sua carreira a solo com sucessos considerados pelo público: as músicas do álbum foram escolhidas pelos fãs através de um passatempo no seu site. Uma edição em DVD do CD também foi escolhido, pois continha todos os clipes até ao momento. O novo single do conjunto, "It’s in Our Hands", estabelecidos no Reino Unido em # 37. O clipe, dirigido por Spike Jonze, características fortemente uma grávida Björk .
Em 2003, foi libertada uma caixa chamada Live Box, composto de quatro CDs com gravações ao vivo de seus álbuns anteriores (Debut, Post, Homogenic e Vespertine)e um DVD com um clipe de uma faixa de cada CD. Cada um dos quatro CDs foram posteriormente liberados separadamente por um preço reduzido.
Em agosto de 2004, Björk lança Medúlla. Durante a produção, Björk decidiu o álbum poderia funcionar melhor como um álbum inteiramente de vocais de base. No entanto, este plano inicial não se materializa exatamente dessa forma, como a maioria dos sons do álbum são, na verdade, criada por vocalistas (embora muitas vezes estes sons são eletronicamente distorcida). Björk utilizou os vocais de garganta do cantor Tagaq,do cantor de hip hop Rahzel, do japonês Dokaka, do avant-rocker Mike Patton,Soft Machine e Robert Wyatt e vários coros. Ela novamente usou textos de EE Cummings para a canção "Sonets / Unrealities XI.” Em agosto de 2004, Björk realizada a canção "Oceania" na Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, Grécia. Enquanto ela cantava, seu vestido lentamente desdobrou-se e revelou um 10.000 pés quadrados (900 m²), com o qual ela cobriu todos os atletas olímpicos. A canção "Oceania" foi escrito especialmente para a ocasião e as características dos talentos de Shlomo, um Leeds-based beatboxer, Londres e um coro. Uma versão alternativa da música começou a circular na Internet com vocais adicionais por Kelis. Ele inicialmente apareceu no promocional "Oceania" única liberada para as estações de rádio e mais tarde tornou-se disponível para o público como um B-side do "Who is It" único, que chegou a posição de número 26 no Reino Unido. Este foi seguido, no início de 2005 por Triunf of Hearth", chegando ao número 31. Um vídeo para o potencial próximo single, "Where Is the Line?", foi filmado em colaboração com o artista islandesa Gabriela Fridriksdóttir no final de 2004. Este foi inicialmente uma seqüência de um filme-instalação arte dos artistas, mas foi lançado exclusivamente na mMedúla Video DVD como um oficial para a promoção da via. Para além destas poucas performances, concertos ou não estavam dispostos a promover passeios Medúlla. Björk disse em várias entrevistas que este foi porque ela pretendia continuar imediatamente escrever e gravar um novo álbum. Ela falou a Rolling Stone, em Junho de 2004: "Cada álbum eu tenho feito, o minuto que se faz, eu me sinto realmente lubrificada e, como, 'Uau, agora eu posso escrever um álbum em cinco minutos" … E eu só quero saber se isso é apenas uma fantasia ou se é verdade. “ Além disso, pensei que seria muito difícil tocar as músicas ao vivo.
Em 2006, Björk remasterizado seus primeiros três álbuns solo de estúdio (Debut, Post, Homogenic) e sua trilha sonora dois álbuns (Drawing Restraint 9 e Selmasongs ), em som surround 5.1 para uma nova emissão de um novo box-set intitulado (______surronded): , lançado em 27 de Junho. Vespertino e Medúlla já estavam disponíveis no ponto 5.1, quer como DVD-A ou SACD, mas também estão incluídas na caixa conjunto reacondicionada em formato. O DualDiscs também foram libertados separadamente Durante esta época, Björk ganhou outro BRIT Awards nomeação para Melhor Artista Solo Feminina Internacional . Ela também foi atribuído o Prémio Inspiração no Anual Q Magazine Awards, em Outubro de 2005, aceitando o prémio de Robert Wyatt, com quem colaborou no álbum Medulla. A antiga banda de Björk, The Sugarcubes, se reúne para uma noite só de um-concerto em Reykjavík, em 17 de Novembro de 2006. Os lucros do concerto foram doados à antiga produtora da banda, Smekkleysa, que segundo a "continuar a trabalhar sobre uma base não lucrativa para o futuro melhoramento do islandês música"
Björk anunciou, através do e-Bay, uma música nova chamada Náttúra. Björk comentou que canção era "composta especialmente para incentivar o apoio de uma abordagem ambiental dos recursos naturais na Islândia, mais do que os sugeridos por partidos que estão distante e cega para as consequências das suas acções". A música conta com vocais de apoio do cantor Thom Yorke.
Começou sua aparição em filmes em 1990, quando ela apareceu em Juniper Tree, um conto de bruxaria baseado na Irmãos Grimm história com o mesmo nome. Björk desempenhado o papel de Margit, uma menina cuja mãe foi morta por praticar bruxaria. Björk também teve um papel uncredited em 1994 do Prêt-à-Porter. Em 1999, Björk foi convidada a escrever e produzir o musical para o filme Dancer In The Dark, um drama musical sobre uma imigrante chamada Selma, que está lutando para pagar uma operação para impedir o filho de ficar cego. O Diretor Lars Von Trier eventualmente lhe pediu para considerar interpretar o papel de Selma, convencer-lhe que a única maneira de captar o verdadeiro caráter de Selma foi ter o compositor da música tocar a personagem.Ela aceitou. Filmagens começaram no início de 1999, e o filme estreou, em 2000, no 53º Cannes Film Festival. O filme recebeu a Palme d'Or, e Björk recebeu o Prêmio Melhor Atriz por seu papel. Foi relatado que a filmagem foi tão fisicamente e emocionalmente cansativo que ela jurou nunca fazer isso novamente, mas mais tarde Björk declarou que ela sempre quis fazer um musical na sua vida, e esta foi uma experiência válida. Björk lançou a trilha do filme no CD com o título Selmasongs. O álbum apresenta um dueto com Thom Yorke do Radiohead intitulado "I've seen it All", que foi nomeado para um Oscar de Melhor Canção no Oscar 2001, enquanto Björk estava usando o seu célebre " vestido-cisne", que foi recentemente leiloada no e-Bay, por caridade. Ela foi convidada para gravar "Gollum's Song" para o filme O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, mas recusou o convite, como ela estava grávida, então, a música foi gravada por uma outra vez islandês, Emiliana Torrini. Björk também apareceu em 2005 o documentário Screaming Masterpiece .O filme apresenta imagens de arquivo dos Sugarcubes e Tappi Tíkarrass, e uma conversa em curso com a própria Björk. Sua longa data namorado Matthew Barney (artista conteporâneo de Nova York), fez com que ela colaborasse com ele sobre a arte experimental do filme Drawing Restraint 9, uma exploração da cultura japonesa. Björk e Barney ambos aparecem no filme. O filme foi lançado em 2005. Ela é também responsável pela trilha sonora do filme, lançado em CD omônimo, como feito com Dancer in the Dark. Michel Gondry, diretor de renome, convidou Björk para estrela em seu filme The Science of Sleep, mas ela recusou.
Após o tsunami que assolou o Sudeste Asiático no final de 2004, Björk começou a trabalhar sobre um novo projeto intitulado Exército de Misturas para ajudar a angariar dinheiro para um fundo de socorro social. Este projeto recrutou fãs e músicos de todo o mundo para cobrir ou remixar a faixa de 1995, "Army of Me". De mais de 600 respostas Björk e seu co-escritor Graham Massey escolheu os melhores vinte para aparecer no álbum. O álbum foi lançado em Abril no Reino Unido e, em finais de Maio de 2005, nos E.U. sob o nome de Army of Me: Remixes and Covers. Até Janeiro de 2006, o álbum arrecadou cerca de £ 250.000 para ajudar a UNICEF a trabalhar no sudeste asiático. Björk visitou Banda Aceh, em Fevereiro de 2006 para ver alguns dos UNICEF está a trabalhar com as crianças que foram afectadas pela tsunami Björk também tem tido um interesse em questões ambientais em seu país nativo. Em 2004 Björk participou na "Hætta" concerto em Reykjavik, organizada em protesto contra a construção de fundição de alumínio Alcoa no país, o que tornaria a maior fundição na Europa. Ela fundou a organização "Nattura", que visa promover a natureza e o povo islandes. Em 28 de outubro de 2008 Björk escreveu um artigo para o The Times para debater o estado da economia islandesa, e seus pensamentos sobre a proposta de utilização dos recursos naturais para obter o país fora da crise mundial. Björk, em colaboração como grupo Audur, cria um fundo de capital de risco intitulado "BJÖRK" de apoio à criação de indústrias sustentáveis na Islândia.
Björk actuou, pela primeira vez, em Portugal, a 2 de Julho 1996, num concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Voltou, 7 anos depois, com a sua Greatest Hits Tour, para participar no Optimus Festival Hype@Meco, a 5 de Julho 2003, na zona do Meco. Curiosamente, actuou na mesma noite que Moby, então extremamente popular.
A terceira actuação de Björk em Portugal foi a 7 de Agosto 2008, com a Volta Tour. Novamente enquadrada num festival, desta feita no Festival Sudoeste TMN, actuou na Zambujeira do Mar, no Alentejo.
Em 1998, Björk fez seu primeiro concerto no país durante o festival de música Close Up Planet 98, no Rio de Janeiro. Uma apresentação em São Paulo no mesmo festival havia sido marcada, mas devido a problemas com o palco, o show foi cancelado.
Björk veio com sua turnê do álbum Volta durante o TIM Festival 2007 e passou por 3 cidades brasileiras: Rio de Janeiro na Marina da Glória no dia 26 de Outubro, em São Paulo na Arena Anhembi no dia 28 de Outubro e em Curitiba na Pedreira Paulo Leminski no dia 31 de Outubro, todos os shows foram esgotados.
O pai de Björk, Guðmundur Gunnarsson, é um conhecido líder sindical na Islândia e foi nacionalmente conhecido antes da sua filha se tornar famosa. Sua mãe, Hildur Runa Hauksdóttir, também tem sido politicamente ativo . Björk e seu parceiro, o artista Matthew Barney, têm uma filha, Isadora Bjarkardóttir Barney, nascida em 3 de Outubro de 2002. Björk também tem um filho, Sindri Eldon Þórsson (Thorsson), nascido em 8 de Junho de 1986, com Þór (Thor) Eldon, que era seu companheiro na banda Sugarcubes. Sindri é um jornalista e toca baixo para várias bandas . Björk tem queixado de ser caçada pelos. Em 1996, dois incidentes envolvendo-lhes trouxeram atenção da mídia. O primeiro foi depois de um longo vôo para a Tailândia, uma esgotada Björk surgiu a partir de sua aeronave, no aeroporto Don Muang, com ela seu filho de 9 anos, quando encontraram um grupo de jornalistas e cinegrafistas esperando para saudá-la. Quando um repórter lhe cumprimentou com as palavras, "Bem-vindo a Banguecoque," e depois riu, Björk atacou o repórter e deu vários golpes antes que ela foi puxado para fora. Björk ainda tentou voltar atrás e continuar a atacar a mulher, mas foi colocado em um ônibus. Sua gravadora alegava que o repórter a seguia por quatro dias. Björk mais tarde pediu desculpas pelo ataque . Mais tarde naquele ano, o fã Ricardo López enviou uma carta-bomba para a casa de Björk, em Londres e depois se matou, mas o pacote foi interceptado pela Scotland Yard antes de chegar à casa da cantora. López filmou o processo de fazer a carta-bomba com a qual pretendia matá-la. As quase 18 horas de vídeo descreve a obsessão de López de Björk, a construção do dispositivo, seus pensamentos sobre o amor e outros temas, incluindo as observações raciais contra o namorado de Björk. O vídeo continua após a expedição da bomba para a casa de Björk e termina dramaticamente com Lópezpintando a cara, cortando totalmente seus cabelos, e cometendo suicídio por tiro na frente da câmara. Extratos de videotapes da fita vazaram para a Internet em Janeiro de 2008. Björk mostrou-se relutante em comentar sobre qualquer um desses incidentes e mais tarde disse ao The Guardian: "Só tenho um pouco mais.” . Em uma entrevista com a revista "Diva", em Outubro de 2004, ela disse, “Pessoalmente, acho que escolher entre homens e mulheres é como escolher entre bolo e sorvete. Você é maluco para não experimenter enquanto existem tantos sabores diferentes.” Em 13 de Janeiro de 2008, Björk fez manchetes quando ela atacou um fotógrafo que tinha fotografado sua chegada ao Aeroporto Internacional de Auckland, na Nova Zelândia para o seu desempenho no festival Big Day Out. Björk rasgou a camisa do fotógrafo nas costas, e no ato ela caiu no chão. Não houve acusações arquivadas pelo fotógrafo, ou o seu chefe do The New Zealand Herald, e a polícia de Auckland não fez uma investigação mais aprofundada .
Enquanto Björk tem sido hesitante em aparecer como uma figura política e tenha negado ser uma política em seu site, ela apóia fortemente numerosos grupos separatistas e de libertação nacional, em todo o globo, incluindo o apoio à independência do Kosovo. Ela também se recusou a fazer shows em Israel como parte de um boicote cultural em solidariedade com o povo palestiniano . Ela dedicou sua canção "Declare Independence" à Gronelândia e das Ilhas Faroé, o que causou uma pequena controvérsia na Ilhas Faroé. Quando Björk dedicou duas vezes "Declare Independence" para o povo do Kosovo durante um show no Japão, um desempenho dela foi cancelada pelo Sérvia 's Exit Festival, presumivelmente devido a preocupações quanto à segurança . Em 2008 Björk detona uma controvérsia internacional depois de ter dedicado "Declare Independence" para o Tibete, durante um concerto em Xangai, a gritar "Tibete! Tibete!" durante a canção. O Ministério da Cultura da China, aprovou para executar um ataque sobre músicos estrangeiros e, portanto, em Maio de 2008, o concerto foi cancelado em Midi, próxima cidade à Björk se apresentar .
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011


MUNDO
DERRADEIRA HOMENAGEM A DE GAULLE
12 de Novembro
O antigo presidente Charles de Gaulle morre. No seu funeral, a França e o Mundo prestam a derradeira homenagem ao líder da Resistência à ocupação alemã e ao estadista que assumiu os destinos da França após a II Guerra Mundial.
domingo, 17 de julho de 2011
O ANO EM QUE EU NASCI


MUNDO
"SETEMBRO NEGRO"
Violentos confrontos entre refugiados palestinianos e forças militares jordanas terminam com um trágico balanço para os primeiros (6400 mortos e 10 mil feridos). Os jordanos lançam tanques e aviões contra os acampamentos palestinianos, numa operação conhecida como "Setembro negro". Um encontro no Cairo entre Yasser Arafat, líder da OLP e, o rei Hussein da Jordânia põe termo aos confrontos.
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
O ANO EM QUE EU NASCI
NASCERAM TAMBÉM:
3 de Janeiro
Michael Schumacher, piloto de Fórmula 1

9 de Abril
Nuno Marques - Tenista

21 de Abril
Vítor Gamito - Ciclista

29 de Maio
Jorge Gabriel - Apresentador de Televisão

23 de Agosto
Luís de Matos - Ilusionista

25 de Agosto
Claudia Schiffer - Modelo

30 de Agosto
Paulo Sousa - Futebolista
terça-feira, 10 de maio de 2011
CAMPEONATO DE BAIRROS EM MARVILA
segunda-feira, 2 de maio de 2011
MARCHA CONTRA A FOME

No dia 22 de Maio Lisboa e Porto recebem mais uma edição da Marcha contra a fome, uma iniciativa do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, que em Portugal conta com parceiros como a TNT Express Portugal e a Unilever Jerónimo Martins. O objectivo é claro, combater a fome infantil, contribuindo para custear o ...Programa de Refeições Escolares e alertando para as carências alimentares e educacionais das crianças de todo o mundo.
Desde 2004 que a Marcha Contra a Fome é realizada em Portugal e nesta edição o objectivo é superar os 5.000 participantes. A iniciativa apresenta este ano uma novidade, uma vez que 25% das verbas angariadas no nosso país revertem para a Cáritas Portuguesa, destinada a “projectos locais para supressão de carências alimentares infantis”. Esta recolha de fundos está já a decorrer através de uma campanha nacional - “Fundo Social Solidário”.
Os interessados podem inscrever-se no próprio dia, mediante o pagamento de 5 euros, o equivalente a 25 refeições escolares para crianças.
Nos países em desenvolvimento existem actualmente cerca de 143 milhões de crianças com peso abaixo do normal*. Combater a fome e a pobreza extrema e reduzir a mortalidade infantil são propósitos que integram a lista de Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e que deverão ser alcançados até 2015. Ao oferecer refeições escolares está não só a ajudar a melhorar a saúde destas crianças, como também incentiva países em desenvolvimento a manterem a escolaridade.
Não deixe de participar!
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MARVILA DOS SABORES 2011

Vai realizar-se nos dias 17, 18 e 19 de Junho, mais um Marvila dos Sabores. Este ano será dedicado ao Empreendedorismo. Se pretende expor o seu caso de sucesso de empreendedorismo, na freguesia, ou divulgar os seus sabores no grande evento que é o Marvila dos Sabores.
Contacte para o mail elisabete.fonseca@jf-marvila.pt.
O MARVILA DOS SABORES ESPERA POR SI!
Contacte para o mail elisabete.fonseca@jf-marvila.pt.
O MARVILA DOS SABORES ESPERA POR SI!
domingo, 1 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
PASSEIO MISTÉRIO 2011
A Junta de Freguesia de Marvila, organiza mais uma vez o Passeio Mistério. O mesmo vai realizar-se nos dia 14 e 21 de Maio. Estes passeios vão levar os séniores da Freguesia de Marvila a passear, proporcionando bons momentos de convívio e confraternização. O Marvila Voluntária, vai lá estar mais uma vez, para apoiar esta iniciativa da Junta de Freguesia.
terça-feira, 22 de março de 2011
O ANO EM QUE EU NASCI
Em 1970 realizaram-se, pela primeira vez e simultaneamente, os recenseamentos da população e da habitação, passando a palavra censo, a ser utilizada no plural como referência às duas operações simultâneas.
O Artigo 46.º do Decreto n.º 46.925, de 29 de Março de 1966 revoga a Carta de Lei de 25 de Agosto de 1887, o Decreto n.º 46.926 define as competências do INE para a realização de Censos e Inquéritos e finalmente o Decreto n.º 47.555, de 23 de Fevereiro de 1967, faz referência específica ao recenseamento da habitação em simultâneo com o recenseamento da população.
Para o recenseamento da habitação foram criados os questionários de edifício e de alojamento.
Utilizou-se um questionário especial para a recolha das características do edifício, o qual foi sujeito a leitura óptica de marcas. Para além deste, foram ainda utilizados um questionário para os alojamentos e outro para a família, organizado em coluna, para a resposta de cada um dos seus membros. Houve dificuldades na ligação dos dados contidos nos vários tipos de questionários.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
POEMA DE FERNANDO PESSOA

SONHO. NÃO SEI QUEM SOU
Sonho. Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me. Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma.
Se existo é um erro eu o saber. Se acordo
Parece que erro. Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.
Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
Coração de ninguém.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
A MÚSICA NA MINHA VIDA
DEAD CAN DANCE
HISTÓRIAOs Dead Can Dance formaram-se em Melbourne, na Austrália, em 1981, mas pouco tempo depois mudam-se para Londres. Nesta cidade, o grupo assina um contrato com a 4AD, uma editora dedicada à música alternativa. O sucesso da banda, logo os consagra como uma das mais importantes desta editora.
O género musical da banda caracteriza-se por um conjunto de estilos, destacando-se o darkwave, com fusão de world music, música medieval e da Renascença europeia.

Em 1984, lançam o primeiro álbum, Dead Can Dance e, no mesmo ano, trabalham conjuntamente com os This Mortal Coil, na música "It'll End In Tears". No ano seguinte lançam o segundo álbum Spleen and Ideal, que atinge o 2 lugar na tabela independente do Reino Unido.
O quarto álbum, The Serpent's Egg, é editado em 1988, e escrevem a banda sonora do filme El Nino de la Luna, de Agustin Villarongas, onde Lisa faz a sua estreia como actriz.
Em 1990, lançam Aion, e fazem a sua primeira tournée nos EUA. O álbum de 1993, Into the Labyrinth, é o primeiro álbum da banda a ser editado nos EUA, tornando-se um sucesso, também, na Europa. Na sequência, o grupo realiza nova tournée pelos EUA e Europa, gravando-a em Toward the Within, de 1994. Paralelamente, Lisa Gerrard grava o seu primeiro álbum a solo em 1995, The Mirror Pool.
Com o passar dos anos Lisa Gerrard mudou-se para a Austrália, a sua terra natal e Brendan Perry para a Irlanda. Apesar da distância continuavam a trabalhar em conjunto até à separação da banda em 1998.
Os Dead Can Dance separam-se então em 1998, sendo que ainda hoje não se sabe quais as verdadeiras razões que levaram a este fim. Contudo tanto a Lisa Gerrard como o Brendan Perry continuam a produzir musica a solo tendo já editado vários álbuns a solo e inúmeras participações em bandas sonoras de diversos filmes.
O grupo voltou a reunir-se temporariamente em 2005 para uma tour pela Europa e América do Norte como forma de tributo aos fãs.

ÁLBUNS
• Dead Can Dance, (1984)
• Spleen and Ideal, (1985)
• Within the Realm of a Dying Sun (1987)
• The Serpent's Egg, (1988)
• Aion, (1990)
• Into the Labyrinth, (1993)
• Toward the Within, (1994)
• Spiritchaser, (1996)
EPs
• Garden of the Arcane Delights (1984)
• Garden of the Arcane Delights (1984)
COMPILAÇÕES
• A Passage in Time, (1991)
• Dead Can Dance (1981-1998), (2001) (box set com 3 CDs e um DVD)
• Wake The Best of Dead Can Dance, (2003) (duplo CD)
• Memento The Very Best of Dead Can Dance (2005)
• A Passage in Time, (1991)
• Dead Can Dance (1981-1998), (2001) (box set com 3 CDs e um DVD)
• Wake The Best of Dead Can Dance, (2003) (duplo CD)
• Memento The Very Best of Dead Can Dance (2005)
CONTRIBUIÇÕES
• It'll End in Tears, (This Mortal Coil, 1984)
• Lonely Is an Eyesore, (compilação da 4AD, 1987)
• Baraka, (Banda sonora, 1992)
• Sahara Blue, (Hector Zazou, 1992)
• Lonely Is an Eyesore, (compilação da 4AD, 1987)
• Baraka, (Banda sonora, 1992)
• Sahara Blue, (Hector Zazou, 1992)
FILMES
• Toward the Within, (1994)
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AION,
AUSTRÁLIA,
BRENDAN PERRY,
DEAD CAN DANCE,
LISA GERRARD,
SPLEEN AND IDEAL,
TOWARD THE WITHIN.,
WORLD MUSIC
sábado, 1 de janeiro de 2011
sábado, 5 de junho de 2010
O ANO EM QUE EU NASCI
THE BEATLES
"LET IT BE"
foi lançado em 08 de maio de 1970
A história dos Beatles começa em 1956, quando John Lennon conheceu Paul McCartney, que se lhe juntou na banda “Quarrymen”, para, passados alguns meses, admitir também George Harrison, passando então a apresentar-se com o nome “The Nurk Twins”.Com a admissão do baterista Pete Best, o grupo mudou o nome para “Silver Beatles”; posteriormente, este viria a ser substituído por Ringo Starr, fixando-se finalmente o nome da banda em “The Beatles”, em 1961, começando as gravações em Hamburgo.
"Love Me Do" foi o primeiro grande êxito, alcançando o primeiro lugar em várias listas de sucessos. Em 1963, é gravado "Please, Please Me", que, tal como "From Me To You" e "She Loves You", alcançam também o primeiro lugar em Inglaterra.
Em 1964, o sucesso dos Beatles ultrapassa o Atlântico e chega aos EUA, dando-se a conhecer no programa televisivo de Ed Sullivan.
Os Beatles gravam o primeiro filme "A Hard Day's Night", também com enorme sucesso. Em 1965, filmam "Help!"; no final do ano, foi lançado o álbum "Rubber Soul", iniciando uma fase mais instrumental do grupo; em 1966, editam "Revolver".
Em 1967, Os Beatles gravam "Sgt. Peppers Lonely Heart's Club Band", considerado o seu melhor disco; em 1968, segue-se o “Álbum Branco”.
Em 1970, após os casamentos de Paul com Linda e de John com Yoko Ono, é editado o último disco, “Let It Be”.

LET IT BE
When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.
And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be. Yeah
There will be an answer, let it be.
And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be
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quarta-feira, 26 de maio de 2010
CONGRESSO DE MARVILA

No próximo sábado, dia 19 de Junho terá lugar no Centro de Congressos do Isel, o 4.º Congresso de Marvila, desta vez em conjunto com a Freguesia do Beato. Do programa fazem parte as actuações dos seguintes grupos:
- Quarteto de alunas das aulas de viola da Junta de Freguesia de Marvila
- "A Dança Mexe Comigo" - Projecto Crescer com o Desporto
- "Em Busca do Centenário da República" - Projecto Intervir
- Rancho Folclórico da Associação Sócio-Cultural Recreativa e de Melhoramentos de Faifa
- Tango do Beato
- Estudantina do Isel e Tuna Feminina do Isel
O Congresso terá o apoio do Marvila Voluntária.
domingo, 16 de maio de 2010
O ANO EM QUE EU NASCI
Presidente da União Soviética
LEONID ILITCH BREJENEV
Леони́д Ильи́ч Бре́жнев
Mandato:
16 de Junho de 1964 a
10 de Novembro de 1982

Brejnev era filho de um metalúrgico russo. Apesar da sua ascendência russa, manteve fortes costumes ucranianos durante toda a sua vida. Igual a outros jovens proletários dos tempos da Revolução Russa de 1917, faz os seus estudos técnicos em metalurgia. Em 1923 inscreve-se na organização juvenil do Partido Comunista e em 1931no próprio PCUS.
Em 1935-36 faz o serviço militar obrigatório. Primeiro emprega-se numa companhia de Cavaleiros, e segue cursos relacionados com os carros de combate antes de passar a exercer o cargo de comissário político. Depois, passa a ser o director do colégio técnico de metalurgia de Dniprodzerzhinsk. É encaminhado bastante cedo ao centro regional de Dniepropetrovsk e em 1939 converte-se em secretário do Partido, a cargo das importantes indústrias pesadas de Defesa.
Brejnev pertence à primeira geração de soviéticos que não conheceram a época anterior à Revolução Russa e é demasiado jovem para participar de verdade nas lutas sobre a sucessão de Lenine como líder revolucionário em 1924. Na época em que Brejnev entra no Partido, Josef Stalin já era o Secretário-Geral do Partido. Brejnev, como outros jovens comunistas da sua época cresceu aceitando o stalinismo. Os que sobreviveram ao Grande Expurgo de 1937-39 alcançaram rapidamente diversas promoções, já que a eliminação de muita gente deixava livres muitos postos nos níveis altos e médios do Partido, do Governo e das Forças Armadas.
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BREJENEV,
FORÇAS ARMADAS.,
GRANDE EXPURGO,
JOSEF STALIN,
PROLETÁRIOS,
REVOLUÇÃO RUSSA
quarta-feira, 5 de maio de 2010
MARCHA CONTRA A FOME 2010
Vai realizar-se no próximo dia 6 de Junho, em Belém, a "MARCHA CONTRA A FOME". Esta marcha é uma iniciativa que decorre em diversos países, tendo como parceiros globais a TNT e a UNILEVER, e o objectivo é recolher fundos para as acções do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas. Com apenas €5,00 (valor da inscrição), os participantes asseguram 25 refeições a crianças dos países mais pobres do mundo.
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MARCHA CONTRA A FOME,
NAÇÕES UNIDAS,
PROGRAMA ALIMENTAR MUNDIAL.,
TNT,
UNILEVER
quarta-feira, 28 de abril de 2010
JUNTA DE FREGUESIA DE MARVILA ORGANIZA PASSEIO MISTÉRIO 2010

PASSEIO MISTÉRIO 2010
15 e 22 de Maio
Saída da Junta de Freguesia às 8h00 com chegada prevista para as 20h30
Esta iniciativa foi aberta a todas as pessoas residentes na Freguesia, com idade igual ou superior a 60 anos, que possam movimentar-se com autonomia e participar neste passeio sem prejuízo da sua saúde.
INSCRIÇÕES ENCERRADAS
Etiquetas:
FREGUESIA DE MARVILA,
INSCRIÇÕES,
MARVILA VOLUNTÁRIA.,
PASSEIO MISTÉRIO
domingo, 25 de abril de 2010
O 25 DE ABRIL DE 1974
Celebra-se hoje o DIA DA LIBERDADE, o dia 25 de Abril de 1974 marca o inicio da democracia em PORTUGAL. É certo que apenas tinha 3 anos quando se deu a revolução, e que as minhas memórias se resumem ao facto de a minha mãe me dizer a mim e ao meu irmão, recém nascido: "meninos venham para dentro" e de ouvir helicópteros. No entanto tenho muito respeito pelos homens que fizeram esta revolução, e por tudo o que ela significa.
Música: ZECA AFONSO
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso[1] ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 60 do século XX, José Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo movimento militar que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.

POEMA
As Portas que Abril Abriu
José Carlos Ary dos Santos
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.
Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.
Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.
Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.
E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.
Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.
E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.
Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.
Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.
E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.
Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.
No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
Lisboa, Julho-Agosto de 1975

SALGUEIRO MAIA
Militar, capitão de Abril: 1944-1992
Salgueiro Maia, como se tornou conhecido, foi um dos distintos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução dos Cravos. Filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a escola primária em São Torcato, Coruche, mudando-se mais tarde para Tomar, vindo a concluír o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria. Licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas e em Ciências Etnológicas e Antropológicas.
Em Outubro de 1964, ingressa na Academia Militar, em Lisboa e, dois anos depois, apresenta-se na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Em 1968 é integrado na 9ª Companhia de Comandos, e parte para o Norte de Moçambique, em plena Guerra Colonial, cuja participação lhe valeu a promoção a Capitão, já em 1970. A Julho do ano seguinte, embarca para a Guiné, só regressando a Portugal em 1973, onde seria colocado na EPC.
Por esta altura iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de 1974 e do «Levantamento das Caldas», foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse ano, quem comandou a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição de Marcello Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcello Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.
A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santa Margarida. Em 1984 regressa à EPC.
Em 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 1992, a título póstumo, o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e em 2007 a Medalha de Ouro de Santarém.
Em 1989 foi-lhe diagnosticada uma doença cancerosa que, apesar das intervenções cirúrgicas no ano seguinte e em 1991, o vitimaria a 4 de Abril de 1992.

CRAVO
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Logo ao amanhecer o povo começou a juntar-se nas ruas, juntamente com os soldados revoltosos. Entretanto, uma florista, que levava cravos para um hotel, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda. Outros o imitaram, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas.
Música: ZECA AFONSO
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos (Aveiro, 2 de Agosto de 1929 — Setúbal, 23 de Fevereiro de 1987), mais conhecido por José Afonso[1] ou Zeca Afonso, foi um cantor e compositor português.
Oriundo do fado de Coimbra, foi uma figura central do movimento de renovação da música portuguesa que se desenvolveu na década de 60 do século XX, José Afonso ficou indelevelmente associado ao derrube do Estado Novo, regime de ditadura vigente em Portugal entre 1933 e 1974, uma vez que uma das suas composições, "Grândola, Vila Morena", foi utilizada como senha pelo movimento militar que instaurou a democracia, em 25 de Abril de 1974.

POEMA
As Portas que Abril Abriu
José Carlos Ary dos Santos
Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.
Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.
Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.
Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.
E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.
Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.
E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.
Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.
Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.
E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.
Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.
No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
Lisboa, Julho-Agosto de 1975

SALGUEIRO MAIA
Militar, capitão de Abril: 1944-1992
Salgueiro Maia, como se tornou conhecido, foi um dos distintos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução dos Cravos. Filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a escola primária em São Torcato, Coruche, mudando-se mais tarde para Tomar, vindo a concluír o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria. Licenciou-se em Ciências Sociais e Políticas e em Ciências Etnológicas e Antropológicas.
Em Outubro de 1964, ingressa na Academia Militar, em Lisboa e, dois anos depois, apresenta-se na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Em 1968 é integrado na 9ª Companhia de Comandos, e parte para o Norte de Moçambique, em plena Guerra Colonial, cuja participação lhe valeu a promoção a Capitão, já em 1970. A Julho do ano seguinte, embarca para a Guiné, só regressando a Portugal em 1973, onde seria colocado na EPC.
Por esta altura iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de 1974 e do «Levantamento das Caldas», foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse ano, quem comandou a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição de Marcello Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcello Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil.
A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santa Margarida. Em 1984 regressa à EPC.
Em 1983 recebe a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, em 1992, a título póstumo, o grau de Grande Oficial da Ordem da Torre e Espada e em 2007 a Medalha de Ouro de Santarém.
Em 1989 foi-lhe diagnosticada uma doença cancerosa que, apesar das intervenções cirúrgicas no ano seguinte e em 1991, o vitimaria a 4 de Abril de 1992.

CRAVO
O cravo vermelho tornou-se o símbolo da Revolução de Abril de 1974. Logo ao amanhecer o povo começou a juntar-se nas ruas, juntamente com os soldados revoltosos. Entretanto, uma florista, que levava cravos para um hotel, terá dado um cravo a um soldado, que o colocou no cano da espingarda. Outros o imitaram, enfiando cravos vermelhos nos canos das suas armas.
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